5 razões para não perder a corrida da Hungria

Este fim de semana, o circuito de Hungaroring localizado a norte de Budapeste recebe a segunda ronda do calendário WTCR Oscaro 2018. Após a primeira etapa marroquina, que manteve todas as suas promessas, aqui estão as razões porque não deve perder a próxima:

1.Estreia dos wildcards

Ausentes na primeira ronda em Marraquexe, os wildcards farão a estreia no Hungaroring, com os pilotos Daniel Nagy e Attila Tassi. Com 20 anos, o primeiro, não é desconhecido no mundo dos carros de turismos, pois competiu nas duas últimas temporadas do WTCC. Atualmente nas lides do TCR Europa, Nagy mostrou-se agradecido por ter evoluído com os melhores. “Sinto-me extremamente motivado com esta oportunidade atribuída pelo WTCR Oscaro, especialmente por ter correr em casa”, assumiu. O segundo piloto, por sua vez, é nada mais que o vice-campeão do mundo do TCR Internacional Series 2017. Com apenas 18 anos, Tassi não escondeu a ambição de estragar a festa aos veteranos.”Não estou cá só para fazer número. Vou atacar para conseguir o melhor resultado possível”.

2. Fervor húngaro

Se os termómetros indicam 27 graus para Budapeste, no sábado, a atmosfera também promete ser quente. Este ano, cinco pilotos húngaros vão estar presentes em três corridas. Entre eles, o herói nacional, Norbert Michelisz, considerado pela revista Forbes como o segundo atleta mais influente na Hungria,atrás do nadador Katinka Hosszu. Ao volante do seu Hyundai i30 N TCR, ele vai tentar, como em 2015, vencer uma das três corridas do fim de semana diante de um público bastante animado.

3. O duelo entre Michelisz et Muller

Qatar, 25 de novembro de 2016. Na ronda final do campeonato, Tiago Monteiro e Norbert Michelisz competem pelo terceiro lugar. Determinado a terminar em segundo lugar no final da temporada, Yvan Muller deixou Monteiro ultrapassa-lo, oferecendo-lhe assim um lugar no pódio. Desde então, Muller é considerado o inimigo público número um, entre os fãs de ‘Norbi’. Alguns deles chegaram mesmo a enviar ameaças de morte ao francês, quatro vezes campeão do mundo, após o evento.”A atmosfera é fantástica com os fumos e very-lights, é disso que eu gosto. Na Hungria, os fãs de Norbert são muito dedicados … Mas alguns são autênticos fanáticos. Podem mostrar o seu apoio até um certo nível, sem ir longe demais”, disse o campeão mundial e companheiro de equipa de Yvan Muller, Thed Björk, sobre o fanatismo que envolve a corrida da Hungria. Para piorar a situação, a tensão está ao rubro após o confronto entre os dois pilotos no início da corrida 3 em Marraquexe. A luta promete ser terrível.

4. O circuito

Com a presença dos wildcards, ao todo são vinte e sete pilotos a ocupar a grelha de partida, este sábado. Um número recorde no campeonato mundial de carros de turismos desde o ano passado, em que apenas dezesseis  entraram em ação em Hungaroring. Como parte da sua nova fórmula, o WTCR Oscaro fará a estreia num “autêntico” circuito.  A primeira ronda realizou-se no circuito “urbano” de Moulay Hassan Al Marraquexe, conhecido por carecer de ultrapassagens e… entretenimento. Embora estreito (o de Hungaroring não ultrapassa quinze metros de largura), este circuito histórico é muito mais rápido que o anterior. Apelidado de “torniquete”, promete muita ação e luta nunca vistas no WTCR Oscaro 2018.

5. A confirmação de Gabriele Tarquini ?

Se o piloto local, Michelisz, viveu uma ronda bastante complicada em Marrocos, o seu companheiro de equipa rebentou com a escala. Após uma ausência de um ano para desenvolver o Hyundai i30 N TCR, Gabriele Tarquini surpreendeu toda a gente ao vencer duas das três primeiras corridas da temporada. Aos 56 anos, o piloto italiano já conta com 62 pontos, quase metade do seu total no WTCC (147 pontos na temporada de 2016). Será ele capaz de manter o seu primeiro lugar e vencer em Hungaroring?

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