5 razões para não perder Vila Real

Após um mês de espera, Oscaro WTCR está de volta com a quinta etapa do campeonato. De malas feitas para Portugal, a Taça do Mundo de Carros de Turismos ruma a norte, para o mítico circuito de Vila Real. Casa de apaixonados pelo desporto automóvel. De 22 a 24 de junho, 27 pilotos vão batalhar no segundo circuito citadino da temporada. Ao longo de 4,785 km. Aqui estão cinco razões para não perder a corrida de Vila Real. 

A loucura de Vila Real

Milhares de espectadores nas ruas, cânticos em glória do herói Tiago Monteiro, fumo… Será um estádio de futebol? Seria lógico em tempos de Campeonato do Mundo… mas não. É simplesmente o ambiente de Vila Real e dos seus fãs. Nesta vila situada a norte do Douro reina um ambiente único. Aqui, o desporto automóvel é quase uma religião. O circuito de Vila Real é um dos circuitos urbanos mais antigos do mundo. Recebeu a primeira corrida em 1931. Ou seja, há 87 anos. Quanto ao WTCC (antigo formato do Oscaro WTCR), estreia-se em 2014. A edição 2018 assinala assim o quinto aniversário do regresso do campeonato de turismos neste circuito nacional.

O regresso da Joker Lap

Uma estreia na história dos campeonatos de Carros de Turismos. No ano passado, neste mesmo circuito, um novo elemento fez sua estreia: a Joker Lap. Um traçado alternativo na curva 26, que cada piloto deve fazer pelo menos uma vez durante a corrida (não antes da terceira volta). Este “joker turn” consiste em contornar uma rotunda pela esquerda e não pela direita. Essa ação amplia a pista em cerca de dois segundos, o que favorece a ultrapassagem, geralmente muito complicada (embora em 2017, Rob Huff tenha conseguido a façanha de ultrapassar onze carros numa única corrida). A Joker Lap acentua a dificuldade de um circuito urbano já muito complexo. “Podemos colocar Vila Real no grupo dos circuitos mais difíceis, como Macau e Nordschleife”, garante Yann Ehrlacher, líder do campeonato. Com 27 pilotos no arranque, isto promete!

E a temporada já vai a meio…

É hora de fazer as primeiras verificações para os pilotos. A quinta ronda do Oscaro WTCR. A corrida em Vila Real assinala o final da primeira metade da temporada. Neste momento, as equipas ALL-INKL.COM Münnich Motorsport e a Yvan Muller Racing têm o melhor começo com 261 pontos cada. Os húngaros da Zengo Motorsport (7 pts) e os belgas da Comtoyou Racing (28 pts) fecham a lista. Quanto aos participantes, apenas seis pilotos não marcaram ainda esta temporada: Denis Dupont, Mato Homola, Norberto Nagy, Gianni Morbidelli, Fabrizio Giovannardi e Tiago Monteiro (que ainda não competiu). Será que um deles irá finalmente quebrar o enguiço? Resposta este sábado, 23 de junho, a partir das 13h15, para a qualificação 1 (Corrida às 16h45), em wtcr.oscaro.com.

Um símbolo para a Oscaro

Foi aqui que tudo começou. Em 2015. No circuito de Vila Real, começou a história de amor entre a Oscaro e o Mundial de Turismos. Desde então, as duas partes não se separaram. Hoje, o principal fornecedor mundial online de peças para automóveis, é o principal patrocinador do WTCR. Entre os pilotos, três fazem parte da equipa Oscaro: John Filippi, Pepe Oriola (equipa Oscaro Campos Racing) e a estrela local, ainda a recuperar do grave acidente no ano passado: Tiago Monteiro (Boutsen Ginion racing). Em três anos, muitas coisas aconteceram … e isto é apenas o começo.

Rivalidade em família

Se acompanha o Oscaro WTCR, conhece certamente esta história: Yann Ehrlacher (21 anos) é o filho da irmã de Yvan Muller (48) e, portanto, o sobrinho do quatro vezes campeão do mundo de Turismos. Num cenário “normal”, competiríamos contra o nosso próprio tio num jogo de FIFA, ou às cartas. Nesta família, tio e sobrinho lutam a fundo pela vitória em um campeonato mundial. Simples, certo? Além disso, os dois estão a fazer arranque de temporada excecional, já que ocupam os dois primeiros lugares do campeonato. O mais novo, pilotando ao volante de um Honda Civic, soma já 146 pontos, enquanto o segundo, com seu Hyundai i30 N TCR, tem menos nove. Não há dúvidas de que Yvan teve que dar alguns conselhos a Yann, mas certamente não imaginava que o seu pupilo atingisse um nível elevadíssimo quando participava apenas na sua segunda temporada na elite. Atenção tio … se continuar assim, o aluno vai ultrapassar o mestre.

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