A PAIXÃO PELO RISCO POR JOHN FILIPPI

MONZA, É O TEMPLO DA VELOCIDADE. UM LUGAR MITICO. LENDÁRIO. O LOCAL DE NASCIMENTO DAS CORRIDAS.

Conduzindo no circuito de Monza… Que piloto nunca sonhou com com isso? Depois de uma semana sem brilho em Marrakech, Monza veio no melhor momento possivel para lançar a minha temporada. O lugar, o entusiasmo, o carro: estavam reunidas todas as condições para correr…

Não tendo conseguido explorar o carro à duas semanas atrás em Marrakech, desta vez senti que foi diferente. Do início estive no Top 5. O tempo de volta e a sensação estava lá. Confiante, decidi dar tudo na corrida, arriscar. Do início da qualificação decidi tentar gerir os meus peneus de forma a levar a 10ª no Q2. Um risco que quase se revelou vitorioso… Por 0.002 de segundo. Mas longe de arrefecer, eu não mudei a minha estratégia.

Ao começar 13ª, tive de estar absolutamente na ofensiva desde o início para ganhar pontos, aproximei-me dos três pilotos da frente por dar a volta por fora desde a primeira volta. Arriscado, tendo em conta que arriscava despistar-me, mas com grandes benefícios.

Confiante, passei outro piloto na saida da Curva 1. Para 7º, mesmo com a ajuda de outros acontecimentos (desistências…), tive de me resignar a ficar em 7º por não conseguir passar o Tom Coronel!

Insatisfeito, apenas tinha um desejo, fazer igual ou melhor na corrida principal. Os problemas de estabilidade que tive durante a corrida de abertura foram corrigidos durante o tempo de reparação. Outra vez fui pela parte de fora da Curva 1, mas desta vez sem sorte. Mas era preciso mais do que isso para desistir! Depois de uma batalha renhida acabei em 10º à custa do… Tom Coronel!

 

Em três semanas, a equipa e eu progredimos muito em conhecimento mutuo e performance. Mesmo que sejá cedo para tirar conclusões precipitadas, espero que esta corrida seja uma base para o resto da temporada. Agora, sigo para Budapeste com a minha mentalidade habitual: dar tudo!

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