A pasión de Pepe Oriola

Aos 24 anos, Pepe Oriola tornou-se no piloto espanhol mais bem classificado da história de um campeonato mundial de carros de Turismo. Sexto classificado no WTCR Oscaro 2018, carregou a bandeira do seu país, mas também da Cupra. Nascida em fevereiro, a marca irmã da Seat Sport permite que ele viva a sua paixão ao mais alto nível.

Dezesseis. Este é o número de corridas que Pepe Oriola teve de fazer para conquistar a primeira vitória da Cupra Racing, na sua jovem história no mundo da competição automóvel.

A 14 de julho de 2018, na Eslováquia, o catalão vence a primeira corrida da ronda. Ele sai do carro, bate com força no capacete, felicita os membros da sua equipa e vai até um homem. No alto dos seus 1,95m , Jaime Puig, chefe da Cupra Racing, espera por ele. Os dois homens olham-se nos olhos e abraçam-se. “Ele apostou muito em mim. Às vezes, é muito duro comigo também, mas é para o meu bem. Por vezes, no trabalho, o ambiente entre nós é de cortar à faca. Mas quando eu o abracei, senti uma grande sensação de alívio”, lembra Pepe, melancolicamente.

Foi com 15 anos que Pepe conheceu o seu “mentor”. Naquela época, em 2009, Oriola mal tinha chegado ao karting. Depois de testes bem sucedidos com a equipa de automobilismo Montlau Competicion (equipa pela qual passou Marc Marquez, cinco vezes campeão mundial em MotoGP), ele parte para corrida e vai para Jerez, no sul de Espanha, para participar na Supercopa Seat Leon. Resultado? “Subi ao pódio. Tinha apenas 15 anos e estava a conduzir ao lado de pilotos experientes. Captei as atenções da Seat. É aí que começa a nossa história “, diz Oriola. Hoje, Pepe é embaixador da marca. Foi capaz de acompanhar o nascimento da Cupra Racing de A a Z. Como reconhecimento, tem apenas um objetivo: “dar-lhes um título de campeão mundial”.

Revelação motorsport

Um dos melhores pilotos atuais do planeta Touring Car, Josep Oriola, o seu nome verdadeiro, não estava destinado a fazer este trabalho. Aos oito anos, enquanto fazia karting (por diversão) com o seu pai perto de Montmelo, o gerente do circuito, ciente das suas qualidades, oferece-lhe para testar  um kart de competição. Fora de questão para Oriola, que já praticava um desporto: hóquei no gelo. “O desporto motorizado nunca me tinha interessado muito, até que Fernando Alonso apareceu na minha vida”, lembrou. Em 2003, Alonso conquistara a primeira vitória em F1 e isso foi o “clique” que Oriola precisava para se tornar piloto profissional: “Ia cada vez mais ao karting. Queria ser como o Alonso. Passado algum um tempo, o meu pai fez-me testar um kart mais potente. Dois dias depois, fiz uma corrida e ganhei. Foi quando percebi que queria fazer isso.”

Desde então, a sua vida gira em torno do automobilismo: “é tudo para mim, a minha paixão, o meu trabalho …”, diz o número 74 do WTCR Oscaro. E por uma boa razão, o piloto dedica todo o seu tempo ao automobilismo. Quando não está ao volante, treina um jovem holandês de 19 anos, Danny Kroes, no TCR Europe. O automobilismo traz coisas que ele não consegue encontrar em nenhum outro lugar:

« Somos todos viciados em adrenalina e sensações fortes ! »

Um pai de ouro

Embora Pepe só entre no automobilismo por volta dos 9 anos de idade, um momento pode, inconscientemente, tê-lo levado a assumir essa paixão.

Quando festejou o primeiro aniversário, o pai ofereceu-lhe um carro de brincar, elétrico: “Não sei por que me comprou aquilo. Talvez quisesse mimar-me com o melhor brinquedo da loja “, diz. Uma coisa é certa, o pequeno espanhol não larga o seu novo brinquedo. “Não me lembro muito bem, mas o meu pai diz que seguia-o para todo o lado com aquele carro. Nós íamos comprar pão juntos, os seus charutos … ” As pessoas ficavam surpreendidas ao ver um miúdo, que mal caminha, ao volante”.

Sem saber, o pai deu um sentido à vida de Pepe. Dez anos depois, pagou-lhe a licença de piloto e financia as suas primeiras corridas quando não havia patrocinadores.

Com o tempo, os dois homens tornam-se cada vez mais cúmplices, para alegria do filho: “Os meus pais divorciaram-se quando eu tinha apenas 2 anos de idade. Sou muito próximo de ambos, mas o meu pai sempre me acompanhou em todas as minhas corridas. Até o ano passado, ele seguiu-me para todos os cantos do muito, são muitos fins de semana passados juntos.

Ironicamente, Oriola é talvez um dos melhores pilotos de carros de Turismo da sua geração, mas o seu pai, que o ajudou a alcançar esse nível, é um condutor…medíocre: “ele faz imensos disparates ao volante, ele faz-me rir muito quando conduz “, brinca.

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