As melhores photo finish da história

O WTCR Oscaro 2018 foi palco de um evento: o recorde da menor diferença entre dois pilotos. Na Eslováquia, Frédéric Vervisch e Thed Björk tiveram que recorrer à tecnologia photo finishO belga subiu ao pódio na Corrida 3, batendo o seu adversário sueco pela margem mínima de 0,002 segundos. Relembremos as mais belas photo finish da história do desporto.

Da prata ao ouro, um passo não chega (ou um ski)

Para Martin Fourcade, os Jogos Olímpicos somam-se e seguem-se de forma idêntica. Na verdade, não é bem assim. A partir do início das Olimpíadas de 2014, num dos seis eventos de biatlo, o francês conquistou o ouro por duas duas vezes. Os seus principais concorrentes eram dois noruegueses: Ole Einar Bjørndalen, lenda que conta com seis globos de cristal e sete títulos olímpicos, e Emil Hegle Svendsen, detentor de duas medalhas de ouro conquistadas em Vancouver. É com ele que Fourcade luta até o último segundo. O francês venceu e, como se vê pelo photo finish, por alguns centímetros …

Quatro anos e muitos títulos depois, Fourcade chega a PyeongChang com estatuto de favorito. Depois de vencer a corrida, ele espera finalmente conquistar a prova coletiva e, graças ao photo finish, levou a melhor sobre o alemão Simon Schempp por alguns milímetros. Mais uma vez a ferramenta tecnológica foi decisiva e o francês conquistou o seu quinto título olímpico.

De perder a cabeça

Se na final masculina de 200 metros dos JO de 2016 ficou marcada pela (fácil) vitória de Usain Bolt, outro detalhe chamou a atenção: a luta pelo terceiro lugar. Christophe Lemaitre terminou ao mesmo tempo que Adam Gemili e Churandy Martina. Apenas o photo finish esclareceu quem subiria ao pódio. Após análise determinou-se que Lemaitre estava à frente de seus concorrentes, graças à sua cabeça. A margem? Muito, muito curta! Apenas cinco milésimos separavam-no de Gemili e sete de Martina. Um facto incrível que levou Lemaitre ao terceiro lugar do pódio para a sua primeira medalha olímpica.

Em agosto de 2018, o francês Pascal Martinot-Lagarde conquistou o ouro, também com a ajuda do photo finish. Com dois milésimos de vantagem sobre o seu adversário, Orlando Ortega, tornou-se campeão europeu dos 110m barreiras.

160 km por 21 cm

Com uma diferença de 0,002 segundos na terceira corrida eslovaca do WTCR Oscaro 2018, Frédéric Vervisch e Thed Björk bateram um recorde. Antes, o record tinha sido registado na Indylights e mais especificamente na Freedom 100, uma corrida de apoio para as 500 Milhas de Indianápolis, o primeiro evento anual da Indycar Series.

Em maio de 2013, excecionalmente, quatro carros terminaram a corrida no mesmo segundo. No photo finish, verificou-se que dois deles – Peter Dempsey e Gabby Chavez- estão um pouco à frente que os restantes. Com um intervalo de 0,0026 segundo, ou 21,51 cm, Peter levou a melhor sobre Chavez.

Phelps, (O)mega star !

No início dos JO de 2008, Michael Phelps possuía 18 títulos mundiais e seis medalhas de ouro olímpicas. O seu objetivo: ganhar tudo em Pequim (acabou por arrecadar sete recordes mundiais).
Entre os seus concorrentes, apenas um ameaça: Mirolad Cavic. Na final dos 100m mariposa, o sérvio seguia liderança, mas é rapidamente apanhado pelo americano. Phelps (50’58) venceu Cavic (50’59) e estabeleceu um recorde olímpico. Problema, nenhum photo finish é publicado. Como Michael Phelps era embaixador da Omega, o timekeeper oficial da competição, é rapidamente traçado o cenário de “resultado combinado”. Cavic acabou por não contestar a vitória do seu enorme adversário, agora o maior nadador de todos os tempos, com 23 títulos olímpicos e 27 títulos mundiais.

Dois recordes em dois anos

A NASCAR Cup Series, chamada de Sprint Cup Series até o final de 2016, é a categoria principal da NASCAR (corrida de stock car ou carro de série). Este primeiro evento da temporada acontece no circuito de Daytona, na Flórida. Quarenta pilotos iniciam o chamado Daytona 500. Ao fim de 75 voltas, dois pilotos cruzam a meta ao mesmo tempo. Depois de analisado o photo finish, Denny Hamlin venceu a corrida, 0,011 ” atrás de seu rival, Martin Truex Jr. Na altura, foi a menor diferença registada na história da disciplina.

Este recorde seria batido no ano seguinte, ainda no mesmo circuito. Tyler Reddick vence uma das corridas da Xfinity Series, o equivalente da segunda divisão da NASCAR, superando Elliott Sadler em quatro milésimos.

Christine Ohuruogu, até ao fim

Estádio Olímpico de Moscovo, 12 de agosto de 2013. Christine Ohuruogu, campeã olímpica em Pequim cinco anos antes, aparece no corredor número 4. Ao lado dela, a principal adversária e favorita, Amantle Montsho, performer do ano . As duas mulheres têm apenas uma ideia em mente para vencer a grande final do campeonato mundial feminino de 400 metros. Enquanto Montsho parecia caminhar para a vitória com facilidade, Ohuruogu usa sua força final na reta final e alcança a atleta do Botswana: 49”41 ”’. As duas mulheres cruzam a linha ao mesmo tempo. No photo finish, e com quatro milésimos de segundo de vantagem, Ohuruogu é declarada vencedora.

Sagan, para a história

No ciclismo, sprint é muitas vezes sinónimo de photo finish. Aquela captada na meta no mundial de 2017 fez história.

No mês de setembro de 2017 em Bergen (Noruega), o bicampeão Peter Sagan espera conquistar uma terceira consagração consecutiva. Algo ainda inédito. Como esperado, a vitória é disputada no sprint e, obviamente, o eslovaco está na corrida para vencer. Depois de uma final em fuga, cruzou a meta quase ao mesmo tempo que Alexander Kristoff. No photo finish, Sagan vence e torna-se no primeiro ciclista a chegar ao tri.

Curvar-se, é importante

Uma final do campeonato mundial de 100 metros (f) dominada, mas perdida. Foi o que aconteceu a Marie-José Talou em agosto de 2017 em Londres. Enquanto liderava o sprint do início ao fim, a marfinense é batida pela americana Tori Bowie por um centésimo. O motivo da derrota? Ela não se inclinou para a frente na meta.

Lauryn Williams teve a mesma experiência em 2007 em Osaka. A americana liderou a prova e foi batida por Veronica Campbell, por um milésimo.

Bonus : cair em combate

O objetivo principal do photo finish é decidir o resultado dos atletas quando estes chegam à meta. Também pode ter um segundo efeito: memorizar momentos bastante especiais. Tomemos por exemplo um dos quartos-de-final em skincross nos Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi em 2014. Se o primeiro esquiador cruza a meta facilmente, para os outros três a história é outra. Como dominós, os três atletas caem um atrás do outro. Resultado? Cruzam a meta de forma bastante artística.

Mesmo cenário nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. Bahamee Shaunae Miller atira-se para a meta na prova dos 400 metros (f). Acabou por bater Allison Felix por 0,07 segundo.

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