“Fogo mano, conseguimos!”

Pierre-Louis Loubet e o seu co-piloto Vincent Landais venceram o Vodafone Rali de Portugal, a sétima ronda do Campeonato do Mundo de Ralis de 2019, na categoria WRC2. Foi a primeira vitória no circuito internacional.

“Finalmente!”, foi assim que Pierre-Louis Loubet revelou o seu alívio no dia seguinte à sua vitória no Vodafone Rali de Portugal, na categoria WRC 2. Depois de vinte e um ralis nesta categoria e mais de “três anos de batalha”, como descreve, o jovem corso de 22 anos acaba de provar todo o seu talento. “Desde que comecei, as pessoas dizem ‘ele consegue’, mas, enquanto não o fizesse, não sabia se conseguia fazê-lo. Os últimos anos têm sido muito difíceis, por isso questionei-me constantemente. Hoje sei que posso ganhar uma ronda do campeonato mundial e pretendo fazê-lo de novo “, explica Loubet. “Assim que começamos, somos capazes de o fazer. Nenhum rali correu como planeado. Sempre houve um problema”, continua o seu co-piloto. ” Tanto que tu começas a pensar em parar tudo. E depois ganhas um rali. O sonho de uma vida”.

No ano passado, Pierre-Louis Loubet conseguiu um bom desempenho no mesmo rali, terminando no pódio. Um resultado que Landais julga, até hoje, muito frustrante: “Andolfi tinha partido antes de nós com um pneu furado. Alcançámo-lo rapidamente. Com a poeira, ele não nos viu e bloqueou-nos durante longos minutos. Com as nossas provas, fomos ver o diretor da prova que recusou-se a reajustar o tempo perdido. Deveríamos ter terminado em segundo lugar … ”

Este ano, novamente, a poeira poderia ter dado as voltas…

“Olhamos um para o outro e percebemos”

Nas estradas em solo arenoso do norte de Portugal, os dois homens são afetados duas vezes por uma parede de poeira estagnada, deixada pelo concorrente que os precede. Atrasados primeiro por Holtberg no primeiro dia, depois por Gryazin no segundo, Loubet e Landais recebem um minuto e vinte e seis segundos no total. Eles apresentam-se com um minuto e quarenta segundos de vantagem sobre o primeiro perseguidor no início da última etapa. “Sabíamos que para vencer não deveríamos cometer erros”, diz o co-piloto francês. Ao volante do seu Skoda Fabia R5, Loubet não desiste.

Após três horas, trinta e três minutos e nove segundos, a dupla cruza a linha de chegada. “Naquele momento, sei que é bom, mas não reajo muito”, lembra o piloto. O co-piloto e amigo assume: “Ficámos um pouco chocados, não falámos demais. Nós apenas olhámos um para o outro e entendemos. Após congratularem-se, os dois membros da equipa 2C Competition ainda não fizeram o caminho para regressar à assistência, para que o tempo seja definitivamente contado. Cem quilómetros depois, encontram a equipa que chega, ao mesmo tempo, para celebrar a primeira vitória no campeonato mundial. “É aí que percebemos o que acabamos de fazer”, diz Pierre-Louis, “ao todos os membros da equipa, explodimos de alegria”, acrescentou Vincent. Feliz, continua a descrever os seus sentimentos no momento: “cruzamos olhares e dissemos um ao outro ‘Fogo mano, conseguimos!'”

“Uma vitória não faz de ti um campeão”

Pela primeira vez na carreira, Pierre Louis apanhou um avião “sem ar decepcionado”. Pelo contrário. Depois vem o que Vincent chama de “a segunda camada”: as chamadas da família. “É através das mensagens que interiorizamos o nosso desempenho”, diz. E para um veterano, Yves Loubet, o pai de Pierre-Louis, este momento é ainda mais especial: “ele gritou”, confessou o piloto. “Ele era o mais feliz de todos! “.

Se esta vitória é a melhor lembrança da carreira, os dois jovens ainda mantêm os pés no chão: “A vitória não faz de ti um campeão. É necessário continuar e concretizar o que acabamos de fazer nas próximas corridas “, explica Loubet. Landais acrescenta: “agora que ganhamos um, queremos um segundo”.

Com 26 pontos em duas rondas, eles não poderiam sonhar com um início melhor neste campeonato mundial de 2019. “Este ano, temos tudo para ter sucesso: a experiência, o carro, a equipa … Estamos prontos!”, disse Vincent Landais.

A próxima prova para a dupla terá lugar na Sardenha no dia 13 de junho, antes da Finlândia, Alemanha, Grã-Bretanha e Espanha até o final da temporada.

 

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