Gabriele Tarquini no topo do mundo

Este fim-de-semana, em Macau, Gabriele Tarquini venceu a Taça do Mundo de Carros de Turismo Oscaro 2018. Uma competição que liderou com mestria desde a primeira corrida, mas que poderia ter perdido nos últimos segundos.

« The world champion, Gabriele Tarquini ! » exclama Alexandra Legouix, apresentadora do WTCR Oscaro.

O piloto italiano sobe ao lugar mais alto do pódio, com a felicidade uma criança. Com uma t-shirt marcada com o número 1 nas cores de seu país, o italiano salta e ergue os braços para o céu. Como de costume, ajoelha-se e celebra sua vitória mordendo a cerca de segurança. No seu olhar era possível ver alegria, orgulho e o próprio alívio. “Queria mesmo ganhar. Foi uma temporada longa e muito difícil “, disse o piloto após a prova.

Aos 56 anos, tornou-se no mais velho campeão mundial na história da disciplina, somando também o seu segundo título mundial em Turismos, nove anos após o primeiro.

Marraquexe, o início perfeito

Depois de um ano a desenvolver o Hyundai i30 N TCR, Gabriele Tarquini chega ao WTCR Oscaro com a equipa italiana, BRC Racing. Durante a apresentação, no passado mês de março, anunciara  as novas cores e o objetivo: “Esta é uma oportunidade fantástica para mim e para a equipa para nos colocar na vanguarda da luta pelo título.” E na linha de frente, o piloto de 56 anos de idade não demorou muito para chegar lá …

Desde a primeira corrida da temporada, em Marraquexe (a 7 de abril), Tarquini é agressivo. Parte do terceiro lugar, mas vence a corrida. No dia seguinte, vence na corrida 3. Os dados estavam lançados. O número 30 assume a liderança do campeonato e raramente a vai perdendo. Apesar de um momento de dúvida e duas rondas em que ficou em branco (em Nürburgring e Zandvoort), o piloto manteve um ritmo louco: “Mantive o primeiro lugar durante 90% do tempo, foi ótimo”. Ele ganhou nada mais, nada menos que cinco corridas, tornando-se no melhor totalista do campeonato. Com 291 pontos, chegou a Macau, última corrida do WTCR Oscaro, no topo da classificação, com 39 pontos de vantagem sobre o adversário direto, Yvan Muller.

O italiano chegou à fase final da temporada de 2018, com o estatuto de favorito. Embora tenha frisado que a “corrida de Macau é uma lotaria”, sabia que apenas 48 pontos seriam suficientes para se sagrar campeão. Mas, num circuito tão complexo como o da Guia, não seria fácil e o italiano não tardaria em descobri-lo …

“All-in” no casino de Macau

Ao terminar em quarto na primeira corrida do fim de semana, o número 30 acaba por chocar durante a sessão de qualificação da corrida 2. Um acidente no qual assumiu a responsabilidade: “A culpa é minha, que mais posso dizer? Falhei o ponto de corda e não travei “, disse amargamente. Forçado a arrancar da 14.ª posição nas duas corridas seguintes, Tarquini estava “sob pressão”. Ao mesmo tempo, seu principal adversário, Yvan Muller, qualificara-se para arrancar em 5º e 6º na grelha de partida.

Para piorar, o italiano é apanhado num choque em cadeia na terceira curva da segunda corrida, enquanto Muller termina no pódio. Restavam apenas 18 pontos de diferença entre o vencedor WTCC 2009 e o francês, quádruplo campeão mundial. O título estava em jogo na última corrida da última ronda da temporada. O suspense foi levado até ao fim.

Chegada a “hora H”, Tarquini faz um bom arranque, mas desce rapidamente para o décimo lugar. Segundo ele “50% do trabalho estava feito”. Já Muller (que dependia de um lugar no pódio) estava em quinto lugar e não conseguia ultrapassar Michelisz, companheiro de equipa de Tarquini. Depois de uma corrida agitada, o francês não conseguiu fazer melhor do que o quarto lugar. Com 306 pontos, Gabriele Tarquini tornou-se no campeão do mundo, batendo Yvan Muller por apenas três pontos.

A “velha raposa” ainda não sabe se vai integrar o campeonato em 2019. Contudo, já deixou o “recado” à Hyundai: “Tenho 56 anos e ainda sou bem rápido. Não quero parar por aqui. Se eles quiserem que continue, continuarei.”

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