No coração do “drivers camp”

Nos dias 2 e 3 de abril, os pilotos WTCR Oscaro reuniram-se em Marrocos para o habitual «Drivers Camp » antes do arranque da época. E nós como pudemos passar esse tempo com eles, aqui fica o diário de bordo.

Terça-feira 2 de abril, 10 horas, aeroporto de Marraquexe:

À saída do terminal, um homem segura uma placa com os nomes dos pilotos escritos. Assim que subiu para o transfer, Tom Coronel, piloto holandês da Boutsen Ginion Racing, pergunta ao condutor onde poderia comprar um cartão 4G para conseguir alimentar a suas redes sociais e assim satisfazer a curiosidade dos 193 mil seguidores no Instagram. Após alguns minutos, o transfer para à frente de uma farmácia. Ou melhor, uma farmácia que funciona como bar e…operadora? “É aqui”, explicou o condutor. Sem dúvida, um lugar estranho para comprar um cartão com dados 4G. Contudo, bastaram 15 minutos para Tom Coronel o ter na sua posse.

13 horas, Terras de Amanar :

Passado algum tempo, os pilotos reuniram-se no planalto de Atlas em Amanar. Nem todos marcam presença. Thed Björk, Norbert Michelisz, Tiago Monteiro, Yvan Muller, Jason Thompson, Aurélien Panis, e Mehdi Bennani, falham o compromisso. Para os que estão no evento, está na altura de almoçar. É a altura certa para muitos se reencontrarem e para outros de se conhecerem.

À mesa, notamos rapidamente a diferença de comportamento: no lado mais descontraído estão os veteranos Tom Coronel, Fabrizio Giovanardi, Gabriele Tarquini, Gianni Morbidelli e Rob Huff, que fazem a festa. Do outro, « novatos » Jean-Karl Vernay, Aurélien Comte, Mato Homola e Nathanaël Berthon estão mais calmos, concentrados na sopa de cenoura servida como entrada.

15 horas:

Depois do almoço, as coisas tornaram-se sérias. Enfim, sérias para os mais competitivos, pois têm pela frente uma mini competição. A primeira fase, fez-se a correr, depois em bicicleta, passando por uma sessão de tiro ao alvo. Os pilotos deviam percorrer em duas vezes, uma volta de três quilómetros. E tal como para um dia de testes oficiais, é John Filippi (Team Oscaro by Campos Racing), que ganha frente a frente com Pepe Oriola, ao passo que os dois pilotos húngaros da Zengo Motorsport, Zsolt Szabo et Norbert Nagy, fecharam a corrida.

No fim, os dois primeiros concorrentes confessaram: « Fizemos batota na prova em bicicleta. Cortámos caminho para não apanhar a subida.” Não tiveram solução frente à concorrência de peso de Tarquini et Morbidelli, pilotos em forma.

 

16 horas, direção l’Accro Park:

Está na hora do imparável Tom Coronel fazer o seu espectáculo. A meio de uma ponte de corda, ele mexe-se, baloiça e tenta destabilizar os seus colegas, sobretudo os mais assutados. “Tenho medo, vou voltar atrás”, gritou o holandês, sempre de telemovel na mão. “É proibido usar o telemóvel, senhor », reagiu um dos monitores. Nada feito, para divertiento dos outros pilotos, Coronel continuou o seu espectáculo e filma-se passo a passo para depois particular os videos nas redes sociais.

19 horas

«O único momento sério do ‘Drivers Camp’», definiu François Ribeiro, diretor da Eurosport Events. Durante mais de duas horas, os pilotos reuniram-se numa tenda para receber instruções sobre o que a temporada lhes reserva. Um ponto de situação e ocasião ideal para recolher impressões de cada um.

21h30

Um buffet de especialidades marroquinas é oferecido aos pilotos para um jantar sempre carregado de boa disposição. Desta vez, os novatos estão mais descontraídos. Os pilotos socializaram e trocam opiniões sobre futebol e histórias de família.

Quarta-feira dia 3 de abril, 10 horas Deserto de Agafay

É seguramente, a mais bela etapa do “drivers camp”. No meio de um deserto rochoso, as moto4 aguardam os pilotos para um passeio com duração de uma hora e meia. O entusiasmo gerou-se rapidamemte, mas um dos guias deixou o aviso: “A corrida não é hoje, é só no fim de semana! Tenham cuidado, pois aqui não há ambulâncias nem helicópteros”. Mas, um aviso não chegou para travar os entusiastas com escaldões na cabeça, que saltaram, derraparam e fizeram trinta por uma linha durante o percurso, sob o olhar desesperado dos monitores que insistiram com os avisos.

Porque no fundo, são crianças grandes, apaixonados pelo desporto automóvel, que gostam de viver as paixões ao máximo e sobretudo de contribuir para o agrado dos outros. É certamente por isso que são acessíveis, sorridentes e sempre disponíveis para tirar uma selfie com os fãs, ou assinar um autografo.

12 horas:

Está na altura de um último momento de partilha entre os pilotos à refeição, sempre num ambiente de convívio que, esperemos, dure até ao fim da temporada.

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